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segunda-feira, 4 de julho de 2011

SEJA QUENTE OU SEJA FRIO...MAS NÃO MORNO, QUE EU TE VOMITO!

Recebi por e-mail e achei interessante!
Não paute sua vida, nem sua carreira, pelo dinheiro. Ame seu ofício
com todo coração. Persiga fazer o melhor. Seja fascinado pelo
realizar, que o dinheiro virá como conseqüência. Quem pensa só em
dinheiro não consegue sequer ser nem um grande bandido, nem um grande
canalha. Napoleão não invadiu a Europa por dinheiro. Hitler não matou
6 milhões de judeus por dinheiro. Michelangelo não passou 16 anos
pintando a Capela Sistina por dinheiro. E, geralmente, os que só
pensam nele não o ganham. Porque são incapazes de sonhar.
E tudo que fica pronto na vida foi construído antes, na alma. A
propósito disso, lembro-me uma passagem extraordinária, que descreve o
diálogo entre uma freira americana cuidando de leprosos no Pacífico e
um milionário texano. O milionário, vendo-a tratar daqueles leprosos,
disse: "Freira, eu não faria isso por dinheiro nenhum no mundo." E ela
responde: "Eu também não, meu filho".
Não estou fazendo com isso nenhuma apologia à pobreza, muito pelo
contrário. Digo apenas que pensar em realizar tem trazido mais fortuna
do que pensar em fortuna.
Pense no seu País. Porque, principalmente hoje, pensar em todos é a
melhor maneira de pensar em si. Afinal é difícil viver numa nação onde
a maioria morre de fome e a minoria morre de medo. O caos político
gera uma queda de padrão de vida generalizada. Os pobres vivem como
bichos, e uma elite brega, sem cultura e sem refinamento, não chega
viver como homens. Seja quente ou seja frio, não seja morno que eu te
vomito. É exatamente isso que está escrito na carta de Laudiceia: seja
quente ou seja frio, não seja morno que eu te vomito.
É preferível o erro à omissão. O fracasso, ao tédio. O escândalo, ao
vazio. Porque já vi grandes livros e filmes sobre a tristeza, a
tragédia, o fracasso. Mas ninguém narra o ócio, a acomodação, o não
fazer, o remanso. Colabore com seu biógrafo. Faça, erre, tente, falhe,
lute. Mas, por favor, não jogue fora, se acomodando, a extraordinária
oportunidade de ter vivido. Tendo consciência de que, cada homem foi
feito para fazer história. Que todo homem é um milagre e traz em si
uma revolução. Que é mais do que sexo ou dinheiro.
Você foi criado, para construir pirâmides e versos, descobrir
continentes e mundos, e caminhar sempre, com um saco de interrogações
na mão e uma caixa de possibilidades na outra. Não use Rider, não dê
férias a seus pés. Não sente-se e passe a ser analista da vida alheia,
espectador do mundo, comentarista do cotidiano, dessas pessoas que
vivem a dizer: eu não disse!, eu sabia!
Toda família tem um tio batalhador e bem de vida. E, durante o almoço
de domingo, tem que agüentar aquele outro tio muito inteligente e
fracassado contar tudo que ele faria, se fizesse alguma coisa. Chega
dos poetas não publicados. Empresários de mesa de bar. Pessoas que
fazem coisas fantásticas toda sexta de noite, todo sábado e domingo,
mas que na segunda não sabem concretizar o que falam. Porque não sabem
ansear, não sabem perder a pose, porque não sabem recomeçar. Porque
não sabem trabalhar. Eu digo: trabalhem, trabalhem, trabalhem. De 8 às
12, de 12 às 8 e mais se for preciso. Trabalho não mata. Ocupa o
tempo. Evita o ócio, que é a morada do demônio, e constrói prodígios.
O Brasil, este país de malandros e espertos, da vantagem em tudo, tem
muito que aprender com aqueles trouxas dos japoneses. Porque aqueles
trouxas japoneses que trabalham de sol a sol construíram, em menos de
50 anos, a 2ª maior megapotência do planeta.Enquanto nós, os espertos,
construímos uma das maiores impotências do trabalho. Trabalhe! Muitos
de seus colegas dirão que você está perdendo sua vida, porque você vai
trabalhar enquanto eles veraneiam. Porque você vai trabalhar, enquanto
eles vão ao mesmo bar da semana anterior, conversar as mesmas
conversas, mas o tempo, que é mesmo o senhor da razão, vai bendizer o
fruto do seu esforço, e só o trabalho lhe leva a conhecer pessoas e
mundos que os acomodados não conhecerão. E isso se chama sucesso.
(Nizan Guanaes)

domingo, 12 de dezembro de 2010

Esperança (um grito de socorro?)

A vida não é matemática, disciplina exata. Incertezas e subjetividade permeiam nossos dias, criando espaços para surpresas.
O medo é a grande barreira que “matematiza” a vida, que mina as surpresas. Vencer nossos medos é se arriscar. É estar aberto ao inesperado. É correr riscos conscientemente. É saber perder, saber quando não dá mais. Curtir a dor da derrota e crescer com ela.
Aos nos arriscar, teremos mais derrotas do que vitórias. Em números. Mas a nossa recompensa pelo risco deve ser medida com a mesma subjetividade da vida. Fazer com que as poucas vitórias se tornem maior do que as inúmeras derrotas pode ser a saída para aceitar, novamente, o risco.
Mas como é difícil aceitar algumas derrotas! Como doem certos percalços!

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Sobra a difícil arte de ser você mesmo...

Inicio o compartilhamento de meus pensamentos e sentimentos com vocês com este texto que achei na internet e achei super interessante. O autor é desconhecido.

Você já se perguntou por que é tão difícil ser você mesmo? Na realidade buscamos seres humanos iguais ou semelhantes a nós, pessoas com as mesmas opiniões, sentimentos, valores e crenças, por isso a diferença nos outros nos incomoda tanto, eles traem nossos princípios, logo julgamos que devem estar errados e lhes falta experiência ou conhecimento para evoluir até o nosso estado de grandeza…


Poucas pessoas possuem a coragem de realmente ser elas mesmas, a pressão contrária é muito grande e assim a maioria tenta se adequar ao comportamento social vigente e assim aos poucos se transforma naquilo que não é, afundando-se em falsas palavras, atitudes e sentimentos, causando aos outros uma sensação de sempre estarmos senhores da situação. Pura ilusão. A cada dia distanciamo-nos um pouco mais de nós mesmos, e como numa neblina, um vazio frio e úmido passa a nos envolver. Nossos dias começam a se tornar tristes, nossas amizades vazias, pois nos enterramos em conceitos que não são nossos para parecer agradáveis aos outros, esquecendo de nossa verdadeira essência.

Um dia encontrei com um morador de rua que sempre estava no mesmo lugar, não pedia nada, apenas olhava para o horizonte, um dia parei, lhe dei uns trocados e sentei para conversar. Ele me contou sua historia, família, trabalho, amigos, ouvi com atenção e finalmente lhe perguntei o que havia lhe acontecido para ele decidir viver assim, nunca esqueci a sua resposta: “Eu me perdi de mim mesmo”.

Quantas pessoas estão hoje perdidas de si mesmas, vivendo valores, crenças, sentimentos e metas coletivas que não são suas, tentando alcançar um modelo de ser humano que a maioria das pessoas prega, mas não pratica. Quantas pessoas magoam-se a si mesmos pelo temor gerado diariamente pela sociedade de que alguém possa rir de você, o medo de perder algo ou alguém, que percam o respeito por você, medo da rejeição ou mesmo para não magoar os outros.

Você já parou para pensar o quanto estes medos e ferramentas de manipulação limitam os seus talentos. Segundo Ralph Waldo Emerson você deve insistir em si mesmo; nunca imite. Seu próprio talento você pode apresentar a cada momento com a força acumulada pelo cultivo de uma vida inteira; mas do talento adotado de outra pessoa você tem apenas uma extemporânea posse parcial.

Faça o que foi designado para você, e nenhuma esperança ou ousadia poderão ser demais. Lembre-se, ninguém é perfeito, você possui qualidades e defeitos como todos os demais seres humanos e por isso devemos aprender a conviver com eles e aceita-los. A beleza e a diferenciação humana estão justamente nestas imperfeições, “até cortar os próprios defeitos pode ser perigoso. Nunca se sabe qual é o defeito que sustenta nosso edifício inteiro” diria Clarice Lispector. Também esqueça a diplomacia, ser diplomático significa ser outra pessoa. Quer melhor sinônimo para hipocrisia do que, diplomacia?

Seja simplesmente você mesmo! Não minta para si mesmo. Você não merece! Não precisa temer uma punição. Porque temos que ser assombrados pelo medo do julgamento alheio? Ser você mesmo é uma tarefa difícil e exaustiva. É uma tarefa diária, pois a todos os momentos sofremos influências profundas para, de alguma forma, reconstruir nossa personalidade seja da família, da escola, da Igreja, da empresa, do clube, dos amigos e dos inimigos.

Mesmo com este processo de reconstrução constante não somos aceitos pelo que somos. Somos aceitos pelo que os outros querem que sejamos. E então, mudamos. Vivemos mudando. Mudamos nosso jeito de falar, de se vestir, de ver o mundo, nossos gostos musicais, nosso modo de se divertir e de repente você acorda numa manhã qualquer e não se reconhece mais. È neste momento que você descobre que se perdeu de si mesmo.

Tenho consciência de que mudar é a nossa única certeza na vida, é inevitável desde que isso seja feita para o seu próprio desenvolvimento pessoal, não para agradar os outros ou construir personagens politicamente corretos. Como diria Pablo Picasso “qualquer outro terá todos os meus defeitos, mas nenhuma das minhas virtudes.” Assuma o seu “EU” verdadeiro, pare de representar papeis socialmente corretos, crie o seu próprio espaço, solte as rédeas do seu verdadeiro talento. Acredite em si mesmo, aceite seus defeitos e qualidades e siga em frente.



“A cada bela impressão que causamos, conquistamos um inimigo. Para ser popular é indispensável ser medíocre”.
Oscar Wild